Há 46 anos, morria Dalva de Oliveira, considerada a rainha do rádio brasileiro. - 31 Aug 2018
Trinta e um de agosto de 1972, morre Vicentina de Paula Oliveira, um fenômeno da música brasileira.

A canção "Fim de Comédia" foi interpretada por Dalva de Oliveira, uma das mais potentes vozes brasileiras, sua extensão ia do contralto ao soprano.

Vicentina virou Dalva foi sugestão da mãe, que queria um nome mais artístico, com mais sonoridade para a filha, que começou a relação com a música ainda na infância, com aulas de piano.

Dalva de Oliveira nasceu em maio de 1917, em São Paulo. Trabalhou como costureira e faxineira e começou a cantar no rádio ainda na juventude.

O sucesso veio na década de 30, quando Dalva integrava o "Trio de Ouro", ao lado de Nilo Chagas e Herivelto Martins, com quem foi casada.


(Nilo Chagas, Herivelto Martins e Dalva de Oliveira)

Um casamento marcado por amor, paixão e traição. Os conflitos da relação, as brigas do casal, levaram à separação.

Com o fim do casamento, o “Trio de Ouro”, um fenômeno da música brasileira nos anos 1930 e 1940, também chegou ao fim.

Em 1952, em uma excursão à América Latina, Dalva conheceu o ator Tito Climent, que se tornou seu empresário e mais tarde, segundo marido.

Ao retornar para o Brasil, iniciou carreira solo com a música “Tudo Acabado”, e ganhou o título de “Rainha do Rádio”.

O Rouxinol Brasileiro, como era conhecida, cantou o amor e a dor da solidão. Interpretou canções que, em cada verso, refletiam a intensidade de seus sentimentos. Em cada melodia, as coisas simples da vida ganhavam uma dimensão maior na interpretação de Dalva.

Uma cantora sem igual, uma mulher em busca de viver e ser feliz.

Na década de 1970, se casou com Nuno Carpinteiro. Renovada em seus sentimentos, lançou a música “Bandeira Branca”.

Segundo pesquisadores, um sinal de paz para a relação com Herivelto, que mesmo após a separação, ainda era conturbada, principalmente por causa da guarda dos filhos, Peri e Ubiratan.

Em agosto de 1972, o "Rouxinol Brasileiro" se calou. O corpo de Dalva de Oliveira foi velado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, e uma multidão de fãs, deram o último adeus.

Fonte: Rádio Agência Nacional
Edição: Adriana Alcoforado
Texto: Solimar Luz
Complemento: Lucimar Vaz
Licenciamento: CREATIVE COMMONS - CC BY 3.0

Obrigado Pela Sua Visita!
.:Rádio Cosmopolitana:.